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riscos_e_rabiscos

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Agradecimento Público.

Tenho de fazer um grande agradecimento público a todas as televisões portuguesas de canal aberto ou por cabo a excelente programação com que nos brinda ao fim de semana.

 

Nas televisões de canal aberto temos programação igual em todas elas. Imaginação, originalidade e consideração pelos espectadores parecem ser conceitos desconhecidos pelos directores de programação. E se até agora tínhamos o escape da televisão por cabo, verifiquei hoje que já nem isso! Séries repetidas, séries sem graça alguma, séries para encher chouriços!

 

É que nem toda a gente está de férias ou vai para a praia. Há sempre muitos telespectadores em casa que gostariam de usufruir de séries interessantes e as quais pagam a peso de ouro na sua mensalidade.

 

Por tudo isto que expus, sou obrigada a agradecer aos senhores das TVs o facto de me obrigarem a desligar a minha televisão, permitindo-me poupar energia, uma tarde inteira (pelo menos) e evitar o aquecimento global aqui de casa e do planeta. Aqui fica o meu agradecimento público.

Vamos de mal a pior!

Este fim de semana estive sózinha. Com a cirurgia do Pimentinha e com a carestia da gasolina, portagens, etc., há que fazer muito bem as contas e, este fim de semana o N. ficou lá em baixo.

 

Eu aproveitei e dediquei-me ao artesanato (inventei uns sapatinhos lindos!) para me entreter e também para fazer uma encomenda. Gosto de ligar a TV para me fazer companhia, além do Bóbi. Entre uma costura e outra dou uma espreitadela. 

 

No sábado, a coisa passou-se. Fiz zapping entre a SIC e a TVI, até que começou a dar o filme que queria ver "Número Quatro". À noite, a televisão é um vómito, a única coisa que ainda vejo é o "Gosto Disto" e nem a cabo tem uma série gira para se ver (se alguém conhece, diga-me!). Ontem até estava particularmente entediada, precisava de qualquer coisa para me "distrair".

 

Hoje, a coisa piorou substancialmente. Parecia a TV dos horrores! A partir da hora do almoço foi o descalabro total, parece que as TVs todas combinaram fazer aqueles programas de rua em vários pontos do país... a tarde TODA! Então para onde foram as séries fixes? E os filmes porreirinhos, embora 90% deles sejam repetidos?

 

Logo hoje que não tinha qualquer força anímica e que me apetecia papar todos os programas fixes de televisão, era só caca que estava a dar. Resolvi mudar para a cabo, esbarrei com os Simpsons e com o Sexo e a Cidade. Sem pachorra para ver isto. Resolvi ir agarrar-me à máquina de costura de novo. a meio da tarde começou a série "How I met your Mother" - não sei o nome em tuga - que eu adoro ver e que acabaou por me salvar o dia.

 

Em suma, TV ao fim de semana é para esquecer. Senhores das televisões, podiam ter mais um bocadinho de respeito porque não via para a praia ou passear, por quem gosta de ver séries ou filmes. É que estes espectadores também vos dão audiência e os canais copiarem-se uns aos outros em programas é uma coisa muito, muito feia!

A culpa é da Iris!

Se eu apanho o gajo da tv/netcabo que anda aqui a mexer nos cabos para instalar a fibra óptica, a tal gaja, a Iris... juro que lhe espeto um limão na boca e um raminho de salsa no rabo e vai ao forno a tostar! 

Não se admite! {#emotions_dlg.evil}

Hoje se tive net 5 minutos seguidos foi muito!

Alguém quer vir cá comer uma febrazinha?{#emotions_dlg.angry}

 

O Tiro pela Culatra

 

Após um belo repasto inventado por mim e que, mais tarde, postarei aqui, eu e o N. fomos sentar-nos confortavelmente no sofá. Eu a ver TV e ele a tentar descobrir porque é que o router não faz comunicação com o modem.

 

Subitamente, começamos a ouvir, vindo da casa ao lado, música altíssima. Boa! Dez e meia da noite e a festa começa agora! Mas uns sons estranhamente estridentes, tão depressa estava a dar uma música como dava outra. Às tantas começámos a ouvir alguém a cantar esganiçadamente e extraordinariamente desafinado. Batia o Zé cabra aos pontos! Comentei com o N. que aquilo devia ser karaoke, que eles deviam ter amigos já em casa…

 

Eu estava a começar a aquecer e os nervos a fazer cócegas. Foi a minha vez de eu ir dar uma voltinha no pc e o N. – ele vai matar-me por eu dizer isto – foi fazer a sua manicure.

As horas passavam, a música continuava e os nervos aumentavam. Epá, que falta de respeito para com quem trabalha e até para com o sossego a que todos nós temos direito! Há que ter um mínimo de respeito e consideração, não?!

 

Como já não estava a suportar aquilo, fui beber água, fui apanhar a roupa que tinha estendida e, entretanto, voltei a olhar para o relógio. Meia-noite e um quinze! Já chega! O espectáculo vai acabar já, imediatamente! Pedi ao N. para ir comigo até à porta. Ele seguiu-me acompanhado da lima com a qual estava a limar as unhas.

 

Abri a porta, dei meia dúzia de passos. Coloquei o dedo na campainha e... triiim. Nada! Triiim! Nada! A música está tão alta que nem ouvem, querem ver?! Triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim! Lã veio o elemento do sexo masculino à porta.

“Vizinho vinha pedir-lhe se podia baixar um bocadinho a sua música… é que é meia noite e meia e nós queríamos dormir…”, disse eu da forma mais calma e diplomática possível mas pronta a esgrimir argumentos. Ou até chamar a polícia, quem sabe! “Sim, senhor, eu baixo a televisão… mas ela está baixa… tem praí 2 ou 3 pauzinhos de som…”

 

Grunho, surdo, parvo e estúpido! Argh! Lã voltei eu a explicar que o subwoofer e o surround sound faz muito eco e que quando nós o ligamos, não temos percepção da repercussão do som na casa dos outros, e que ainda por cima já era muito tarde, blá… blá… blá…

“Mas entre lá e venha cá ver vizinha…” pedia ele. Acabámos por entrar por dois minutos.

 

Afinal o meu vizinho estava sozinho, na companhia dos gatos, estava a ver um filme, o subwoofer dele está por detrás da TV – ou seja, encostado à parede onde eu tenho o sofá (maravilha!) – e não tinha 2 ou 3 +palitos de som mas o som todo! Humpf!

 

Conclusão: acabou por nos fazer uma grande festa, confessou alguns desaguisados com outros vizinhos e ainda combinou um jantar connosco, em casa deles, para nos aproximar-mos enquanto vizinhos, uma vez que o resto do prédio é gente mais velha e meia xexé. Não quer dizer que nós também não o sejamos, certo?!

 

Será que eu fiz uma cara tão feia que ele teve medo e se sentiu na obrigação de fazer isto tudo? Ou estava, como o N. diz, com um “grande estalo” que nem sabia o que estava a dizer?!

Bom, a verdade é que vim de lá completamente desarmada. Já não pude fazer o escândalo planeado na minha cabeça… Saiu-me o tiro pela culatra!!!

 

Síndrome de Down

 

Quando cheguei a casa vinda da escola, fui buscar algo para comer e liguei a televisão. Para variar fiz zapping para escolher o programa que mais me agradava. Os quatro canais públicos têm uma “óptima” programação a esta hora, por isso, zarpei para os canais por cabo. Faço a voltinha do costume até que paro abruptamente na Sicmulher. Fiquei colada, imediatamente ao ecrã.

 

Deparo-me com uma mulher a falar cuja cara não me era estranha. De imediato, não me ocorreu quem era mas depois surgiu o nome em rodapé e surgiu um flash na minha mente. Era a S., uma colega minha de escola! Muito mais forte do que ela era mas com a mesma cara e cabelo, os mesmos lábios finos e nariz aguçado. Já não sei em que ano é que ela foi minha colega mas lembro-me que ela era uma miúda um pouco estranha. Muito comichosa com as suas coisas, uma mochila carregadíssima de tudo e mais alguma coisa, lambe botas dos professores, era franzina, vestia-se como uma adulta, tinha conversas e interesses diferentes dos próprios da idade. Era uma adulta em ponto pequeno. Não alinhava em nada com o resto do pessoal. Na altura já ela tinha um namorado de longa data. Não sei se se transformou no seu marido.

 

A S. estava no programa por causa da Síndrome de Down. Não acompanhei a conversa desde o início mas fiquei a saber que a sua segunda filha era portadora desta síndrome. Ao que me pareceu, não lhe foi detectado este problema durante a gravidez. Ela só ficou a saber que a sua bebé era “diferente” porque se apercebeu que todos estavam com demasiados cuidados com a criança. Ela estranhou tudo aquilo e exigiu saber o que se passava. Foi então que lhe expuseram o caso.

 

Contra factos não há argumentos. Ela aceitou a síndrome da bebé e não desanimou, nem baixou os braços. Procurou informação sobre o assunto para poder ajudar a criança o mais cedo possível. A menina tem neste momento dois anos e é uma criança bastante desenvolvida. É acompanhada nas Diferenças que é óptima!

 

Gostei imenso de ver a S. a falar sem mágoas ou reservas quanto ao problema da sua filha. Gostei muito de saber que ela não encarou o problema como uma tragédia mas sim como uma etapa nova da sua vida.

Não é fácil encararmos uma realidade destas. Todos temos o sonho de termos um bebé perfeito, lindo e rechonchudinho. Mas nem sempre é assim. E às vezes nem mesmo com 500 ecografias e análises e medições se conseguem detectar determinados problemas.

O choque deve ser enorme. Ninguém está preparado para receber a notícia de que o seu bebé não corresponde àquilo que tanto ansiámos e desejámos durante nove meses.

 

E quando é diagnosticado este problema durante a gravidez? O que fazer? Prosseguir com a gravidez? Interromper? Já se ama tanto aquele bebé. Mas estamos preparados para encarar este problema para o resto da vida? Psicológica e emocionalmente somos fortes o suficiente?

 

Admiro as mães que nunca baixaram os braços e partiram à descoberta deste novo desafio que é criar uma criança “diferente”. Que não desistiram dos filhos e buscaram apoio para lhes dar o melhor possível para torná-los autónomos e os integrar numa sociedade, ainda discriminatória, que é a nossa.

 

 

Os Meus Alunos Famosos

 

É claro que o título deste post é, na sua essência, falacioso. Acredito que alguns dos meus alunos, ao longo de 11 anos de ensino, se tenham tornado famosos. Espero que aqueles que tinham mais capacidades se estejam a sair bem na vida e que, de alguma forma, sejam famosos. Quanto mais não seja nos seus empregos, bairro onde vivem ou entre amigos.

 

Estava eu a almoçar uma bela carninha estufada que a mamã fez, quando oiço falar numa escola da Damaia que tem um projecto para minimizar a indisciplina e violência na escola. As minhas orelhas ficaram logo em pé. Qual seria a escola, a Pedro D’Orey ou a Azevedo Neves? Era a Pedro D’Orey da Cunha, onde passo todos os dias duas vezes e ainda nunca me tinha apercebido de nada.

Entretanto, começo a ver a peça sobre o assunto e eis que surge uma aluna minha do ano passado: a Cátia. Esta menina foi a aluna mais melguinha, pegajosa e abelhuda que alguma vez já vi. Uma miúda com uma vida familiar muito complicada, com muitas dificuldades de aprendizagem mas com um coração enorme. Eu tinha muita pena dela e defendia-a pois os colegas gozavam muito com ela. Estava integrada numa das piores turmas. Lembram-se do episódio da masturbação e do sexo oral? Era essa mesma turma.

 

Um pouco mais à frente, mostram outro aluno meu do ano passado: o Tierry. Enorme, molengão e preguiçoso. Baldista de primeira categoria. E mesmo que fizéssemos o pino naquela turma, nada lhes interessava. Turma bastante complicada, com um nível de absentismo extraordinário. Eu e o prof. de música, às vezes, tínhamos 7 ou 8 alunos numa turma de quase 30 alunos. Ninguém na escola interveio.

 

Fiquei muito contente por vê-los. Chegou a hora de sair de casa para ir dar aulas no colégio.

A minha primeira aula foi com o 1º ano que são uns fofos. Depois seguiu-se uma sessão de testes até ao fim das aulas. Foi um dia calminho. O pior vai ser o fim-de-semana a ver testes. Já lancei o repto à amiga M. para vermos os testes ao desafio. Sempre nos motivamos uma à outra numa tarefa tão secante… :/

 

Saí do colégio e estava a cair “humidade”. Como sempre, saquei do meu iogurte sveltesse saciante e toca de o beber enquanto esperava o meu bus. De repente, começo a ouvir bater incessantemente no vidro de um bus. Olhei. Mais dois alunos meus do ano passado: o Fábio e a Jéssica. Mandei-lhe montes de beijinhos e perguntei se estava tudo bem. Eles acenaram a dizer que sim. Fiquei ainda mais “inchada” de felicidade. Eles podiam ter passado de autocarro e não me ter ligado nenhuma, até porque não os vi. Mas não. Eles fizeram questão de me cumprimentar. E eu adorei!

 

São estes pequenos gestos que me enchem a alma e me deixam feliz. Fico com a impressão que a minha passagem pela vida dos meus alunos teve alguma importância. Pois na minha vida, eles nem sonham a importância que têm…

 

 

Sabiam que…

… adoro o programa do canal de cabo People & Arts chamado “What not to wear”?

É um programa de valorização pessoal se assim se pode dizer. Temos 5 mil dólares para nos “modernizar-mos” e renovar-mos o nosso guarda-roupa de acordo com regras específicas de acordo com o que fica bem a cada um de nós.

 

Os dois apresentadores – Stacy e Clinton – são o máximo. Farto-me de rir com eles, com o seu humor tão peculiar.

Os candidatos então nem se fala… há pessoas que ficaram paradas no tempo em questões de estética. E não por questões monetárias… é por falta de gosto mesmo. E é de louvar que não são alvo de chacota ou gozo malicioso.

Uma das obrigações dos candidatos é a de levar todo o guarda-roupa para o programa e só se concordarmos deitar a nossa roupa fora, é que nos dão os 5 mil dólares.

Confessem lá, meninas, se não gostavam que vos dessem 5 mil dólares para renovar o guarda-roupa, levar-mos um banho de cabeleireiro e maquilhagem?

Saímos de lá como se fossemos príncipes e princesas, do mais chique possível.

 

Devo confessar que o meu interesse pelos “trapinhos” se deve ao facto de, quando era teenager, ter o sonho ou devaneio de querer ser estilista ou designer, como quiserem chamar.

Mas o pessoal na minha altura acho que ainda tinha os olhos semicerrados e era um pouco ingénuo. Fizemos escolhas de cursos erradas, tínhamos medo de arriscar, e optávamos sempre por aquilo que nos parecia mais seguro.

A minha paixão era tão grande que qualquer papelinho servia para eu desenhar uma roupa, uns sapatos, ou até um corte de cabelo. As paredes do meu quarto estavam cobertas de desenhos meus – feitos a giz! –, das minhas “criações”. O meu grande desgosto foi quando decidiram pintar-me o quarto….

Nunca segui este curso mas ficou o gosto, o amor. Optei pelo pior, talvez.

Quem sabe se eu tivesse seguido o estilismo, não seria agora uma Fátima Lopes II?!?

 

Bom, vou ali comer um chocolatinho enquanto espero pelo N. …

 

 

Domingos de Calmaria

 

Parece que a rotina se instalou mesmo aqui em casa. O N. tá a ver futebol e eu aproveito pa vir blogar. Não é por nada, mas não sou grande apreciadora de futebol... Jogos de futebol, só do benfica (BENFICAAA! :P) ou então da selecção. Os outros ficam para quem quiser ver, princialmente na TV.

 

Para mim o futebol tem graça é no estádio ali a vibrar e a mandar vir com o árbitro. Sim porque o Benfica em mim já é uma questõa genética. Ou não fosse o meu pai Benfiquista dos 7 costados e não fizesse da filha companhia para ir aos jogos no estádio da luz desde pequena. Mas tão pequena que não percebia nada daquilo e só me interessava era apanhar as luzes dos holofotes.

Depois a menina cresceu e os interesses foram-se modificando e deixou de ir à bola com o pai. E o pai também deixou de ir à bola ao estádio devido aos desgostos provocados pelo seu clube de futebol favorito. E sem brincadeira, digo-vos que, na noite em que o Feher morreu, foi uma noite de viragem na vida do meu pai. Ele sentiu-se muito mal a ver o jogo na TV e a partir foram-lhe diagnosticados problemas cardíacos, embora sem ninguém descobrir exactamente quais. Até ao dia em que teve uma paragem cardíaca e só não partiu em "direcção à luz" porque não era a sua hora. Hoje tem um pacemaker e está bem. Thank God.

 

Este domingo tem sido um dia passado na calmaria do lar, um típico domingo de família.

Os papás vieram cá almoçar pois para mim é mais difícil ir lá a casa. Tive a visita da minha coisinha fofa que é a B., a minha priminha.

A tarde foi pasada a fazer desporto - Zapping no sofá. Enquanto isso, o sr. N. esteve entretido no PC.

 

Até o Pimentinha teve direito a uma banhoca refrescante. Claro que a dona, desta vez, não pode acompanhar o seu banho pois não consegue estar sentada. Geralmente, fico também no wc a falar com ele e a apaparicá-lo durante a banhoca. Depois meto-o ao meu colo, todo enrroscadinho nas toalhas e encho-o de mimocas. Os cães são mesmo "crianças" que temos para o resto da vida. Não sei como há pessoas que têm coração para abandonar animais. Eu, que odeio pássaros, sou incapaz de ver fazer-lhes mal. Eu aviso logo, quem fz mal a um animal ao pé de mim é como se me estivesse a fazer mal a mim. E depois eu parto em defesa do bicho.

 

Hoje não fui fazer penso. O centro de saúde está fechado e o único sítio possível era nos bombeiros. O pior é que eles não têm material para fazer este tipo de pensos. E sabem quanto paguei no domingo passado que lá fui porque desconhecia estes factos? 7.oo... SETE EUROS!!!! Já não me apanham lá! 7 euros por 3 pingas de soro fisiológico, 4 de betadine e 4 compressas?! Nem pensar. Assim só volto amanhã ao suplício. E ainda poupo 7 euros!

 

Já me estou a alongar no blog. Isto é defeito pessoal e profissional - "falar" muito. Além disso, já não consigo estar mais tempo sentada. Vou fazer companhia ao meu "ácaro alentejano" e papar as séries da fox.

 

See you tomorrow!!! :)